Alunos e professores fazem paralisação no RS contra bloqueio de verbas anunciado pelo governo federal

Algumas escolas e universidades do Rio Grande do Sul amanheceram sem aula nesta quarta-feira (15). A suspensão das atividades é como forma de protesto contra a decisão do governo federal de bloquear verbas das instituições de ensino federais.

Em março, foi publicado um decreto de programação orçamentária que estabelecia o contingenciamento de R$ 5,8 bilhões previstos para a educação. Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio deverá voltar a ser avaliado posteriormente.

De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas.


Alunos e professores bloqueiam entrada da UFSM — Foto: Juliano Castro/RBS TV 

No município da Região Central, pelo menos 50 escolas municipais e estaduais amanheceram sem aulas.

Alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizam um bloqueio na entrada da instituição, na Avenida Roraima, desde as 7h. Participam do ato integrantes do Diretório Central de Estudantes (DCE), funcionários da instituição e professores. Há trânsito lento no local.

Rio Grande

Alunos, professores e servidores da Universidade Federal de Rio Grande e da Instituição Federal do município decidiram interromper as atividades. A concentração dos grupos começou por volta das 7h. Nesta manhã, manifestantes realizam panfletagem no Centro da cidade e explicam para a população sobre o ato.

A Furg se manifestou, em nota, informando que a mobilização em defesa das universidades e institutos federais é organizada por entidades de classe e o Diretório Central dos Estudantes (DCE). "A administração da universidade não tem como dimensionar o envolvimento de professores, estudantes e técnicos neste ato", explica.

A secretaria municipal de educação avisou que 46 escolas pararam totalmente as atividades, 22 parcialmente, e oito não pararam.

Caxias do Sul


Uma escola amanheceu totalmente fechada em Caxias, mas 28 realizam mobilizações, segundo Cpers — Foto: RBS TV/Reprodução


Segundo o Cpers-Sindicato, 28 escolas participam da mobilização. Uma das maiores escolas da cidade, o Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, que tem mais de mil alunos, amanheceu de portas fechadas. Esse é o único colégio da cidade que está totalmente fechado nesta manhã.

O Cpers-Sindicato e o Sindicato dos Professores do Ensino Privado do estado (Sinpro) convocaram na terça-feira (14) estudantes e educadores para as mobilizações devido os bloqueios de verbas na educação.

Fonte: G1

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