Número de casos de dengue contraída no Rio Grande do Sul sobe para 868 em 2019


Governo alerta para importância de eliminar recipientes que acumulem água, para evitar a proliferação do mosquito no estado — Foto: UENF

O número de casos de dengue no Rio Grande do Sul continua aumentando. Segundo levantamento divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) na última quinta-feira (13), o total de registros da doença contraída no estado chegou a 868, 62 a mais em relação ao último informe, do dia 06.

Em 2017 e 2018, nenhuma ocorrência autóctone – em que a doença foi contraída dentro do estado – havia sido registrada no Rio Grande do Sul, segundo informa o Cevs.

Já o total de casos importados, ou seja, com o contágio ocorrido fora do estado, chegou a 100. Há uma semana, eram 97.

Em Porto Alegre, até 08 de junho, a doença foi diagnosticada em 360 pacientes, dos quais 345 autóctones (com a doença contraída na cidade).

O bairro com maior número de casos confirmados é o Santa Rosa de Lima, onde 294 pessoas foram infectadas. 

361 cidades

Conforme o governo do estado, o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, tem circulação identificada em 361 cidades gaúchas. Os municípios são orientados a intensificar as ações de rotina, para reduzir a transmissão do vírus.

Entre as medidas, estão realização de visitas, mobilizações da população e mutirões de limpeza. As ações devem ser priorizadas em relação ao uso de inseticidas, informa o governo.

O Ministério da Saúde identificou desde o ano passado problemas com o inseticida Malathion EW 44%. Com isso, lotes foram recolhidos e no momento não há estoque disponível para reposição.

"Esse produto é aplicado num raio ao redor da residência da pessoa com suspeita de dengue, zika ou chikungunya. Hoje, como não temos esse inseticida disponível, nossa orientação aos municípios é que sejam utilizadas as outras ferramentas de procura por larvas do inseto", afirma a coordenadora do Programa Estadual de Vigilância do Aedes aegypti, Carmen Gomes.

Além disso, o governo reforça que, para eliminar os riscos da doença, a população também precisa remover os recipientes domiciliares com água parada, como pneus, latas, vidros, garrafas, pratos de vasos, caixas d'água e outros reservatórios mal tampados.

Por mais que se estudem novas formas de combater o Aedes aegypti, as medidas clássicas de combate não podem ser relaxadas, eliminando toda possível fonte de água parada — Foto: Igor Estrella/G1

Fonte: G1


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