Polícia analisará celular de adolescente assassinada em Catuípe; suspeito segue internado sob custódia,

A Polícia Civil de Catuípe, no Noroeste do Rio Grande do Sul, vai analisar o celular de Maria Eduarda Zambom, adolescente morta no município no fim de semana, conforme boletim divulgado pela corporação nesta segunda-feira (1º), assinado pelo delegado do caso, Gustavo Arais.

 O suspeito do crime, motorista escolar de 52 anos que a levava para o colégio, está hospitalizado e teve a prisão temporária decretada.

 Maria Eduarda foi considerada desaparecida após embarcar no veículo do suspeito, que devia buscá-la de ônibus ou kombi, na manhã de sexta-feira (29). No dia seguinte, seu corpo foi encontrado. O corpo da adolescente apresentava sinais de asfixia, diz a polícia.

 Conforme o documento, a polícia vai investigar a possibilidade de assédio anterior ao crime, em relação à vítima. A investigação também encaminhou perícias na blusa de Maria Eduarda e em pertences do suspeito, para detectar a presença de material genético dos dois.

 O boletim informa que a prática de levar a estudante no carro particular do motorista, e não de ônibus ou kombi, à escola, acontecia eventualmente conforme apuração policial. Para a polícia, trata-se de ato "absurdo e ilegal".

 O delegado também relata, no documento, que foram encontrados R$ 300 no carro do suspeito. Para a polícia, pode ser indicativo de que o homem ofereceu dinheiro para se relacionar com a vítima, que teria negado e tentado fugir.

 O suspeito é investigado por homicídio, estupro e ocultação de cadáver. A polícia acredita que o crime tenha sido premeditado.

 Confiança de pais e alunos

O motorista prestava serviço através de uma empresa terceirizada, licitada pela prefeitura, há muitos anos, relata a polícia. Por isso, tinha confiança de pais, alunos e comunidade escolar de Catuípe. Ele tem, como antecedentes criminais, ameaça com faca em 2004 e porte de arma branca em 2013.

 Ele deu entrada no Hospital de Caridade de Ijuí, na tarde de sexta-feira (29), horas após o sumiço da estudante. Nas palavras do atendente que recebeu o homem, ele estava com a garganta aberta e um "pontaço" no peito.

O suspeito passou por cirurgia na sexta-feira. Ele seguirá em observação e não tem previsão de alta, conforme a polícia. Com a prisão decretada e a custódia da Susepe autorizada, o delegado afirma que ele será encaminhado ao presídio assim que liberado do hospital, e após prestar depoimento e ter material para exames coletado.

 O desaparecimento

Os pais de Maria Eduarda ainda dormiam quando ela saiu de casa para ir à escola na manhã de sexta-feira (29). Por volta das 13h, como ela ainda não havia voltado para casa, a família procurou amigos e vizinhos em busca da adolescente. A polícia foi avisada às 16h do desaparecimento e começou as buscas na região.

 Durante a madrugada de sábado (30), a polícia encontrou a blusa e um tênis da vítima em um ponto bem distante de onde foi encontrado o veículo do suspeito. O corpo dela estava em outro local do município.

 "Ela estava em um matagal. Perto dela, foi encontrado um cobertor que, provavelmente, ele usou para asfixiar ela. Tem marcas no pescoço dela. Ela correu dele, o tênis dela foi encontrado longe do local. Eu acredito que ele premeditou o crime. Ela ia todos os dias para a escola, às 6h, de ônibus ou kombi. Nesse dia, ele buscou ela com um carro particular", explica o delegado.

Fonte: G1

Compartilhe!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se você encontrar algo de carater ofensivo, por favor denuncie.

Comentários (0)


Deixe um comentário