Prefeitura de Caxias afasta monitor de escola suspeito de molestar crianças sexualmente

A Secretaria Municipal da Educação afastou um monitor suspeito de molestar meninas em uma escola de Caxias do Sul. Na segunda-feira (14), uma mãe procurou a Polícia Civil e registrou que o funcionário passou a mão na nádega da sua filha de 11 anos. No registro, a mãe ainda aponta que o suspeito teria feito o mesmo com outras duas meninas. Os casos já foram comunicados à direção da escola e ao Conselho Tutelar.

O caso foi registrado como importunação sexual e o inquérito foi instaurado na manhã da terça-feira (16) pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Conforme o relato, o monitor, que é terceirizado da prefeitura de Caxias, teria praticado o ato quando orientava a formação de uma fila. O suposto abuso aconteceu no dia 1º de julho. O homem era monitor da escola Ensino Fundamental Prefeito Luciano Corsetti.

Responsável pela investigação, o delegado Caio Márcio Fernandes afirma que é muito cedo para qualquer manifestação.

— As informações (do boletim de ocorrência) são bastante vagas e queremos ouvir as partes. Precisamos esmiuçar um pouco mais e ter informações mais precisas, inclusive sobre estas outras duas supostas vítimas. Iremos apurar, mas é preciso ser feito de forma ponderada — aponta o chefe da DPCA.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal da Educação informa que solicitou o desligamento imediato do monitor e que o suspeito já não tem mais contato com a escola. A direção da escola também foi orientada a trabalhar com a estudante, oferecendo atendimento com uma psicóloga.

A identidade do suspeito não é divulgada porque este ainda não foi investigado e indiciado pela Polícia Civil. Os nomes das vítimas não foram citados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Importunação sexual

Artigo 215-A

:: Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.

Pena: de um a cinco anos de reclusão, se o ato não constituir crime mais grave.

Fonte: Pioneiro

Compartilhe!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se você encontrar algo de carater ofensivo, por favor denuncie.

Comentários (0)


Deixe um comentário